O estreito de Hormuz voltou a ser tema de acalorada disputa entre Washington e Teerã. Trump celebrou publicamente a reabertura para navios comerciais, classifying o momento como “um dia grandioso” para o mundo. A declaração ocorre enquanto o bloqueio naval dos EUA permanece em vigor.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito está “totalmente aberto” para navios comerciais durante o período de cessar-fogo, sinalizando expectativa de normalização. Contudo, a afirmação recebeu apoio apenas parcial do Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica (IRGC).
O governo iraniano ressaltou que o tráfego pode ocorrer apenas por rotas determinadas e com permissão da marinha do IRGC. Enquanto isso, o presidente dos EUA manteve a firmeza na política de bloqueio até o fim do conflito, com poucas embarcações arriscando atravessar o estreito diante da incerteza.
Evolução da situação no estreito
A TV estatal iraniana citou que o tráfego comercial permanecerá permitido apenas sob supervisão, o que explica a cautela do mercado. Caso o bloqueio continue, a autoridade iraniana avisou que pode reverter a abertura. A queda recente no preço do petróleo acompanha o impasse.
Trump também afirmou que o Irã concordou em não fechar o estreito novamente, mas isso não foi verificado de forma independente. O governo americano reforça que o bloqueio permanece até o fim do conflito, o que mantém a incerteza para comerciantes e seguradoras.
Contexto político nos EUA
Entre os temas da política interna, a descola entre apoio público a Israel e a pressão por mudanças em ajuda militar ganha relevância. Pesquisas indicam variação na opinião pública e nos círculos pró-Israel, com possíveis impactos nas eleições de 2028.
Além disso, o Congresso aprovou uma extensão de 10 dias para uma lei de vigilância, após disputas entre republicanos sobre renovação mais longa, sem alterações significativas no aparato legal. O episódio mostra a instabilidade legislativa em temas de segurança nacional.
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