Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira, que houve “grande e brilhante dia” para o mundo após uma ofensiva militar contra o Irã. O presidente norte-americano disse, nas redes sociais, que os principais pontos de discórdia foram ajustados antes de novas negociações de paz.
Em mensagens publicadas na Truth Social, Trump alegou que o estreito de Hormuz seria reaberto, liberando o fluxo de 20% do abastecimento global de energia. Segundo ele, o Irã retirou minas e concordou em não usar mais o estreito como arma militar.
Trump também afirmou que o Irã concordou em suspender indefinidamente seu programa nuclear e trabalhar com os EUA para recuperar o urânio enriquecido, que, segundo ele, foi destruído em ataques de bombardeiro B-2 no mês passado. No entanto, não houve confirmação oficial de Teerã.
Antes das negociações de paz que devem ocorrer em Islamabad, o presidente ressaltou que o Irã estaria disposto a manter um diálogo com Washington. Ele citou ainda que Israel não atacaria mais o Líbano, alegação não comprovada por autoridades iranianas.
As declarações de Trump divergem de avaliações internacionais, que apontam que o Irã manteve capacidade de causar interrupções no comércio global. Analistas destacam que a situação permanece fragilizada e sujeita a mudanças diplomáticas.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que o estreito de Hormuz continua “totalmente aberto” para navios comerciais, sem confirmar as afirmações de Trump sobre o acordo.
No panorama regional, a região segue sob tensão. Israel, o Irã e milícias no Líbano permanecem em foco, com efeitos indiretos sobre a segurança de países vizinhos. A comunidade internacional acompanha a evolução das negociações em Islamabad.
Entre na conversa da comunidade