MELBOURNE, Austrália — O veterano mais condecorado vivo do país, Ben Roberts-Smith, foi liberado sob fiança na sexta-feira, dez dias após ser acusado de crimes de guerra envolvendo a morte de cinco pessoas no Afeganistão. Ele tinha sido preso em 7 de abril.
O juiz Greg Grogin decidiu, em uma audiência em Sydney, que Roberts-Smith apresentou circunstâncias excepcionais que justificam a soltura. A promotoria se opôs, argumentando risco de fuga e de interferência em testemunhas e provas.
Roberts-Smith, de 47 anos, enfrenta cinco acusações de assassinato por crimes de guerra relacionadas às mortes ocorridas na província de Uruzgan, em 2009 e 2012. A defesa sustenta que o caso é fora do comum.
Contexto do caso e histórico judicial
O veterano recebeu a Cruz de Vitoriosa e a Medalha de Galantería por serviços no Afeganistão. Em 2023, uma ação civil indicou credibilidade de alegações de crimes de guerra contra ele, rejeitando sua defesa de difamação.
A promotoria descreveu as acusações como entre as mais graves do direito penal. Roberts-Smith ainda não apresentou defesas formais e pode enfrentar prisão perpétua em caso de condenação.
Roberts-Smith participou da sessão de fiança por videoconferência, respondendo apenas para confirmar que podia ver e ouvir os procedimentos. A data de início do processo permanece por ser definida.
Entre na conversa da comunidade