Marie-Thérèse Ross, de 86 anos, foi detida por agentes da Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) após exceder o visto de 90 dias. Ela foi presa em Alabama no dia 1º de abril e transferida para uma instalação de imigração federal na Louisiana.
A viúva francesa estava casada com um residente do Alabama, William Ross, que faleceu em janeiro, desencadeando uma disputa de herança entre os filhos dele e a viúva. Segundo o New York Times, um juiz de probate afirmou que um dos filhos pode ter usado sua posição como funcionário público para facilitar a prisão de Ross.
O ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, informou que Ross retornou à França nesta manhã e declarou satisfação com o desfecho. Um dos filhos relatou ao Ouest-France que a família não havia recebido notícias por uma semana após a prisão, até autoridades consulares visitarem a mulher.
A família disse que a detenção colocava Ross em risco devido a problemas de saúde, incluindo coração e costas. Ela ficou sob custódia juntamente com cerca de 70 outras pessoas, segundo relatos da imprensa francesa.
Contexto familiar e desdobramentos
Um dos filhos, à reportagem, afirmou que a família busca entender as circunstâncias da prisão e acelerar a transferência da mãe para a França, dada a idade e condições de saúde. A defesa da família contesta o tratamento recebido durante a detenção.
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