Os governos do Brasil, da Espanha e do México emitiram uma declaração conjunta sobre o agravamento da crise social em Cuba, em meio ao embargo dos Estados Unidos, e prometeram ampliar a ajuda humanitária à ilha.
A nota ressalta a necessidade de medidas para aliviar a situação e evitar ações que prejudiquem a população ou contrariem o direito internacional. O texto não cita o governo americano diretamente.
Segundo a declaração, os três países, liderados por Lula, Claudia Sheinbaum e Pedro Sánchez, atuam como aliados de Cuba em fóruns internacionais e vão coordenar a resposta humanitária.
A crise cubana se agravou com quedas de energia, interrupção de serviços e dificuldades de abastecimento, em parte decorrentes da perda de apoio petrolífero da Venezuela, que cortou o fornecimento sob determinação de Washington.
As interrupções energéticas provocam impactos em hospitais e na economia, com a dependência de termelétricas antigas e insuficiência de poços de petróleo para manter a rede nacional, agravando o sofrimento da população cubana.
Contexto regional
A situação é marcada pela pressão internacional sobre Cuba, sem menção explícita a ações militares, mas com preocupações sobre o respeito ao direito internacional e à integridade da ilha. A declaração enfatiza cooperação humanitária e proteção de pessoas vulneráveis.
O embargo dos EUA, que se estende há décadas, é apontado indiretamente como elemento que dificulta o abastecimento e agrava emergências, enquanto a Venezuela reduziu o envio de petróleo ao bloco aliado cubano.
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