O Irã afirmou nesta sexta-feira que encerrará novamente o estreito de Hormuz para navios comerciais e que qualquer embarcação que se aproximar será alvo. A medida coincide com relatos de ataques a embarcações no entorno do estreito, segundo o Exército Revolucionário Islâmico (IRGC).
O IRGC Navy emitiu um comunicado dizendo que nenhum navio pode deixar seu ancoradouro no Golfo Pérsico ou no Mar da Oman. A força informou que várias embarcações passaram pelo estreito desde sexta-feira, mas que o acesso será negado até que o bloqueio americano não seja suspenso.
> Incidentes e contexto
Vários ataques foram relatados na sexta, incluindo disparos de barcos iranianos contra um navio tanque na região. Um navio porta-contêineres também foi atingido por um objeto não identificado próximo à costa nordeste de Omã, segundo autoridades britânicas de operações marítimas. Dois navios mercantes relataram disparos ao tentar atravessar o estreito.
A viabilidade de passagem foi afetada: dados de rastreadores indicaram que alguns navios conseguiram atravessar quando o estreito ficou aberto brevemente, enquanto outros tiveram de mudar de rota após o IRGC negar o acesso.
Reações e desdobramentos
Washington afirmou ter recusado a passagem de 23 navios desde o início do bloqueio, em 13 de abril, enquanto negociações para um acordo de paz prosseguem. O governo americano diz que o estreito de Hormuz é crucial para o fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã classificou a situação como violação de um cessar-fogo e informou que a abertura do estreito permanecerá suspensa enquanto a situação durar. O Irã sinalizou que recebeu novas propostas dos EUA e que está em análise, sem resposta até o momento.
O presidente dos EUA afirmou que o bloqueio naval continuará até um acordo de paz ser alcançado. O cessar-fogo vigente tem previsão de expirar em 22 de abril, conforme monitoramento internacional. A região continua sob tensão, com impactos esperados sobre preços globais de energia.
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