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Imigrantes no Chile relatam medo, xenofobia e planos de partir com governo Kast

Imigrantes no Chile vivem com medo e aumento de xenofobia após governo Kast endurecer regras, suspendendo regularização de 182 mil

Membro do Exército do Chile perto de uma vala escavada como parte do plano 'Escudo Fronteiriço' em Arica, perto da fronteira com o Peru, para conter imigração ilegal
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O Chile vive uma atmosfera de medo entre imigrantes após a posse de José Antonio Kast, líder de ultradireita. Medidas anunciadas incluem o endurecimento da fronteira e a suspensão da regularização de cerca de 182 mil imigrantes.

Imigrantes relataram mudanças no dia a dia: passaram a portar documentos o tempo inteiro e a perceber um aumento da xenofobia. Muitos dizem sentir-se alvo de abordagens policiais e de estigmatização associada à imigração.

O novo governo justificou as ações como forma de controlar a imigração irregular. Além de suspender a regularização, Kast propôs criminalizar a entrada de pessoas sem documentos, criando um ambiente de maior incerteza entre comunidades migrantes.

Venezuelanos, haitianos e outros migrantes afirmam que o clima de medo se intensificou desde a eleição de Kast. Dados da imigração apontam que milhares já deixaram o país ou ponderam a saída por insegurança econômica e social.

Alguns imigrantes conseguiram refúgio ou vistos temporários, mas o processo é demorado e, em muitos casos, a permissão é temporária. A incerteza sobre o reconhecimento de pedidos persiste entre quem busca regularização.

Especialistas ouvidos pela imprensa indicam que as medidas carecem de estudo técnico, apontando riscos de aumento da informalidade e da vulnerabilidade entre os migrantes. O governo sustenta que os ajustes são necessários para a segurança.

Analistas comentam que a comparação com fases anteriores mostra continuidade de políticas restritivas, com efeitos limitados sobre a saída efetiva de imigrantes. A percepção é de que muitos permanecem, porém em condições mais precárias.

O debate público acompanha relatos de famílias que temem a separação ou a perda de direitos básicos. Em meio à tensão, organizações de apoio reiteram a necessidade de proteção e de informações claras sobre caminhos legais.

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