Venezuela vive expectativa por um ato público de Maria Corina Machado em Madri neste sábado, após a sua exclusão das vias de poder com a captura do presidente Nicolás Maduro. O comício está marcado para a Puerta del Sol, com a participação de milhares de manifestantes.
Machado, líder da oposição, busca retomar a pressão por mudanças políticas enquanto Delcy Rodríguez, apoiada pelos EUA, consolidou o controle no país. A saída de Machado do país ocorreu no fim de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz, impedindo seu retorno desde a captura de Maduro em janeiro.
Desde então, Rodríguez tem promovido mensagens de technocracia e recuperação econômica, ao passo que aliados de Machado acusam o regime de atrasar eleições e manter o país sob poder de uma “gangue de criminosos”. Washington tem flexibilizado sanções contra Rodríguez, estimulando investimentos.
O exílio de Machado gerou críticas de dirigentes oposicionistas, que veem a necessidade de uma transição democrática. Em entrevista recente, autoridades venezuelanas afirmam que as eleições devem ocorrer dentro do prazo constitucional, mas não há confirmação de data.
Specialists apontam que a presença de Machado no exterior é vista como fator de pressão internacional, enquanto o governo de Rodríguez afirma trabalhar pela normalização econômica. Analistas locais destacam a importância de eleições livres para a legitimidade do processo político.
Machado manteve reuniões com líderes internacionais, incluindo o presidente francês e o primeiro-ministro holandês, mas não há agenda de encontro com o premiê espanhol. Na Espanha, a oposição tem feito avaliações sobre cenários futuros para a Venezuela.
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