Maria Corina Machado não se arrepende de ter presenteado Donald Trump com o Nobel da Paz e afirma que está coordenando seu retorno à Venezuela com os Estados Unidos. A líder opositora esteve em Madri, onde concedeu uma entrevista coletiva neste sábado.
Ela disse que não se arrepende da decisão. Atribui ao ex-presidente norte-americano Trump a responsabilidade pela proteção da liberdade na Venezuela, citando a operação de janeiro que afastou Nicolás Maduro do poder como marco.
Sobre o retorno à Venezuela, Machado afirmou que negocia o regresso em coordenação com Washington, em respeito mútuo. A dirigente ressalta que os EUA são fundamentais para uma transição democrática no país.
Reações e próximos passos
Machado aproveitou para criticar o presidente colombiano Gustavo Petro, em Barcelona, por defender um governo venezuelano que inclua Delcy Rodríguez e a oposição. Acusa Petro de buscar desculpas para adiar eleições.
A líder venezuelana classificou Delcy Rodríguez como símbolo de caos e violência, ao associar o regime a um governo de terror. Enquanto isso, Petro confirmou viagem a Caracas no dia 24 de abril, primeira visita de um líder latino-americano desde a queda de Maduro.
Em Madri, Machado participa de ato público de apoio à sua liderança, típico de um polo oposicionista que acompanha de perto a crise no país.
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