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Sheinbaum nega crise diplomática com Espanha após controvérsia sobre conquista

Presidente mexicano rejeita crise diplomática com Espanha e aponta aproximação após atritos históricos sobre a conquista, em encontro em Barcelona

Claudia Sheinbaum (left) and Pedro Sánchez were among leaders attending the In Defence of Democracy summit
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Claudia Sheinbaum, presidente do México, afirmou em Barcelona que não houve crise diplomática com a Espanha após anos de atritos relacionados à conquista do território mexicano. A declaração ocorreu ao chegar a uma cúpula de líderes de esquerda.

Segundo Sheinbaum, é essencial reconhecer a força dos povos indígenas do país. A fala ocorreu pouco antes de seu encontro com o co-presidente da cúpula, o premiê espanhol Pedro Sánchez, que não comentou o estado das relações entre os dois países.

Analisando o histórico, as divergências entre México e Espanha se intensificaram em 2019, quando o governo mexicano pediu desculpas por violações durante a conquista. A Espanha recusou-se a enviar representantes à cerimônia de posse da mexicana, em 2024.

A visita de Sheinbaum a Barcelona marca a primeira viagem presidencial mexicana ao país em oito anos. Fontes próximas citam a presença de ministros espanhóis como sinal de aproximação entre as nações.

No evento, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, foi destacado por mencionar que houve dor e injustiça na história compartilhada, reforçando a complexidade do tema para a relação bilateral.

Progresso diplomático

A cúpula In Defence of Democracy, realizada na cidade catalã, reúne líderes para discutir o progressivo avanço de governos illiberais e crises de democracia. Sánchez afirmou que a democracia não pode ser tomada como garantida.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, co-presidente da iniciativa, criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU e apontou obstáculos entre potências com veto. A fala indicou o tom crítico do encontro.

Mais adiante, os chefes dos estados divulgaram uma declaração conjunta enfatizando ajuda humanitária adicional a Cuba, diante de uma crise energética e de desabastecimento no país caribenho.

Paralelamente, em Milão, simpatizantes de um bloco político europeu de direita realizaram comício, destacando questões de imigração e regulações da União Europeia. O evento contou com líderes de várias correntes.

O encontro conjunto entre Brasil, México e Espanha também analisou estratégias de cooperação regional, incluindo pautas de defesa da democracia e de cooperação econômica. A agenda manteve o enfoque em soluções diplomáticas.

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