Bulgária realiza a oitava eleição parlamentar em cinco anos, após a queda do governo em dezembro. O ex-presidente pró-Rússia Rumen Radev lidera as pesquisas e promete combater a corrupção e estabilizar o país. Ele deixou a presidência em janeiro para disputar o pleito, em meio a protestos.
Os eleitores buscam fim de governos pouco duradouros e uma solução para a alta de custo de vida. Radev é cético quanto ao apoio militar à Ucrânia e defende relações práticas com a Rússia, com base no respeito mútuo.
Em Sofia, o candidato disse que pretende conduzir o país a uma Bulgária europeia mais estável. Ele destacou um programa robusto para atender cidadãos e superar a atual crise política, mantendo tom de responsabilidade institucional.
Panorama eleitoral
A votação ocorre em um contexto de frustração com a fragmentação partidária e promessas não cumpridas. A campanha apostou em mensagens de estabilidade e combate à corrupção, ganhando força entre eleitores cansados de eleições repetidas.
As primeiras sondagens indicam que o partido Progressiva Bulgária, de Radev, deve obter cerca de 35% dos votos, sem atingir maioria parlamentar. A participação estimada é em torno de 60%, acima de eleições anteriores.
Cenário político
O segundo lugar fica com GERB, liderado pelo ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, com roughly 18%. O movimento Direitos e Liberdade aparece em teto de apoio menor, enquanto a coalizão PP-DB sinaliza disposição de reformas como possível parceiro.
Críticos apontam responsabilidade de Radev por decisões de governos interinos que nomeou, incluindo um acordo de gás com a Turquia em 2023, que gerou perdas e investigações. A eleição é vista como teste de governabilidade futura.
Observações finais
Votantes destacam a necessidade de decisões estáveis e menos conflitos políticos, para evitar novos ciclos de eleições. O resultado deve influenciar futuras formações de governo e o curso das políticas econômicas e externas do país.
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