O cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã enfrenta nova pressão após a interceptação de um cargueiro iraniano pela Marinha dos EUA, que alegou violar o bloqueio. Teerã prometeu retaliação.
O Irã afirma que não participará de uma segunda rodada de negociações com Washington, citando exigências excessivas, mudanças de posição e a continuidade do bloqueio naval, que considera quebra do cessar-fogo, segundo a agência oficial IRNA.
O governo dos EUA confirmou que o destróier Spruance abriu fogo contra um navio de pauta iraniana que tentava passar pela sua zona de bloqueio, enquanto o presidente Donald Trump anunciou a retenção de um navio iraniano pela marinha. Washington sustenta que o navio Touska operava de forma ilegal.
Desdobramentos diplomáticos
Horas antes da declaração iraniana, o governo norte-americano informou que uma delegação liderada pelo vice-presidente JD Vance chegaria a Islamabad para tratar das negociações, com participação de Steve Witkoff e Jared Kushner.
Esmaeil Baqaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que a ação naval dos EUA é ilegal e criminosa, sustentando que o bloqueio viola o cessar-fogo.
Repercussões econômicas
Mercados reagiram com alta no preço do petróleo, queda de futuros de ações e queda do dólar, diante de mensagens conflitantes sobre o conflito e da reabertura do estreito de Hormuz segundo operadores. Brent avançou para perto de US$ 96,85 por barril.
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