A apuração do 1º turno das eleições presidenciais no Peru segue indefinida, após a revisão de mais de 15 mil cédulas contestadas, o que empurra o anúncio do resultado oficial para maio. A lentidão está ligada à recontagem e à análise de votos questionados.
Segundo Yessica Clavijo, secretária-geral do Conselho Nacional Eleitoral, a complexidade do processo decorre da necessidade de confirmar fatos em cada cédula contestada. Até o momento, pouco mais de 93% das urnas já foram apuradas.
Dados preliminares apontam Keiko Fujimori liderando com cerca de 17% dos votos. A disputa pela segunda vaga no segundo turno permanece muito próxima entre Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga, cada um com aproximadamente 12%.
Recontagem e problemas logísticos
A eleição enfrentou entraves operacionais, sobretudo em Lima, onde falhas na distribuição de materiais atrasaram a abertura de seções. Em alguns locais, a votação precisou ser prorrogada para permitir a participação de mais de 50 mil eleitores.
Além disso, o grande volume de contestações — abrangendo também disputas legislativas — aumentou o tempo necessário para a conclusão da apuração. O processo ocorre em meio a um cenário de instabilidade política no país.
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