O Exército de Israel apresentou pela primeira vez um mapa que indica a área do sul do Líbano sob seu controle. A divulgação ocorreu neste domingo, 19 de abril de 2026, enquanto um cessar-fogo com o Hezbollah, respaldado pelo Irã, já está em vigor desde quinta-feira, 16 de abril.
O mapa retrata vilarejos líbios dominados pela força israelense e mostra uma faixa de ocupação que varia entre 5 e 10 quilômetros a partir da fronteira, no sentido leste-oeste. A publicação, feita no X, acompanha uma mensagem da defesa israelense sobre operações para desmantelar infraestruturas do Hezbollah e reduzir ameaças às comunidades do norte de Israel.
Segundo o texto da postagem, o esforço envolve cinco divisões do Exército, além das forças da Marinha, em atuação simultânea ao sul da linha de defesa avançada no Líbano. O objetivo declarado é neutralizar alvos considerados terroristas e evitar ataques diretos a cidades israelenses.
A divulgação ocorre em meio a uma tentativa de Israel estabelecer uma zona-tampão no sudeste do Líbano, com controle militar para separar áreas hostis do território israelense. Variantes de proteção já foram criadas pelo país em regiões como a Síria e a Faixa de Gaza.
Israel afirma que o fim das estruturas utilizadas pelo Hezbollah perto da fronteira também está entre as prioridades. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que casas utilizadas pelo grupo poderão ser demolidas e que qualquer estrada suspeita de abrigar explosivos deve ser desativada.
Quanto ao contexto do conflito, o Líbano ingressou na guerra em 2 de março, quando o Hezbollah começou a agir em apoio ao Irã. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que, segundo autoridades libanesas, deixou mais de 2.100 mortos e obrigou cerca de 1,2 milhão de libaneses a abandonar suas casas.
Ao longo do conflito, houve ataques com mísseis e drones do Hezbollah contra Israel, e o país vizinho registrou baixas civis. O governo israelense reportou 15 soldados mortos no Líbano desde o início das hostilidades.
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