O presidente da Argentina, Javier Milei, chegou a Israel neste sábado (18) para a terceira visita ao país desde que assumiu o governo, no fim de 2023. A viagem ocorre em meio ao iminente desfecho de uma escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e Líbano, que sofreram uma trégua momentânea.
No domingo (19), Milei encontrou-se com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A reunião ocorreu em Jerusalém, com cumprimentos efusivos do argentino e respostas cordiais do premiê. Ao longo do encontro, foram anunciadas iniciativas conjuntas entre Argentina e Israel.
Anúncios entre Argentina e Israel
Entre as novidades, está a criação de uma rota aérea direta entre Buenos Aires e Tel Aviv, operada pela El Al a partir de novembro. Também foi anunciada a assinatura dos Acordos de Isaac, que visam ampliar laços diplomáticos, comerciais e culturais na região, além de enfrentar conjuntamente o terrorismo, o antissemitismo e o narcotráfico.
Milei descreveu os Acordos de Isaac como instrumento para fortalecer alianças na América Latina, associando o movimento a um giro político da região. O presidente argentino destacou críticas a governos de esquerda que, segundo ele, favoreceriam o terrorismo e o narcotráfico.
Gestos simbólicos e agenda em Jerusalém
O programa de Milei em Jerusalém incluiu a participação na cerimônia de acendimento das 12 tochas no Monte Herzl, marco tradicional das celebrações pela fundação de Israel. Ele tornou-se o primeiro presidente estrangeiro a participar desse ritual, reforçando a simbologia de alianças regionais.
A Ponte das Cordas em Jerusalém foi iluminada com as cores da bandeira argentina, e Milei visitou o Muro das Lamentações usando um quipá, acompanhado do embaixador argentino em Israel. O presidente reiterou a intenção de transferir a embaixada argentina para Jerusalém assim que as condições permitirem.
Contexto regional e agenda internacional
O Oriente Médio permanece em choque, com a guerra entre Israel e grupos ligados ao Irã impactando a região. Em Barcelona, Lula da Silva criticou a extrema direita e pediu liberdade para a ex-presidenta Cristina Kirchner, em situação de prisão domiciliar, durante o último dia de evento internacional.
Ao longo da visita, Milei recebeu acompanhamento de uma comitiva que inclui a irmã Karina, o chanceler Pablo Quirno, o ministro da Justiça Juán Mahiques, o embaixador argentino em Israel, e representantes de entidades judaicas da Argentina. Na segunda-feira, Milei participa de eventos acadêmicos em Bar-Ilan e Hebron.
Entre na conversa da comunidade