Javier Milei, presidente da Argentina, chegou a Israel neste sábado, em sua terceira visita ao país desde assumir o cargo no final de 2023. A viagem ocorre em contexto de tensão no Oriente Médio, com a guerra entre EUA/Tel Aviv e Irã ainda em curso.
Ao se encontrar com o primeir o-ministro Binyamin Netanyahu, Milei tornou o encontro cordial e confirmou novos acordos entre Argentina e Israel. O tom foi de reafirmação de laços diplomáticos, comerciais e culturais.
Acordos anunciados e ações simbólicas
A comitiva argentina anunciou a estreia de uma rota aérea direta entre Buenos Aires e Tel Aviv, operada pela El Al, prevista para novembro. Também foi assinada a declaração denominada Acordos de Isaac, voltada a fortalecer cooperação regional.
Os Acordos de Isaac visam ampliar laços diplomáticos, comerciais, culturais e estratégicos entre Israel e nações da região, além de combater terrorismo, antissemitismo e narcotráfico, segundo Milei.
Atividades em Jerusalém e simbolismo
Milei visitou o Muro das Lamentações e participou de uma cerimônia para acender as 12 tochas no Monte Herzl, em cerimônia que marca a fundação do Estado de Israel. Ele será o primeiro chefe de Estado estrangeiro a subir ao local neste formato.
Em Jerusalém, o presidente argentino vestiu quipá durante a visita ao Muro das Lamentações, acompanhado do embaixador argentino Axel Wahnish. A Ponte das Cordas recebeu iluminação com as cores da bandeira argentina.
Contexto regional e posicionamento político
Milei afirmou que a mudança da embaixada da Argentina para Jerusalém está condicionada às condições do momento, repetindo uma promessa feita anteriormente. A cidade é alvo de disputa entre israelenses e palestinos, com status reconhecido de forma diferente pela comunidade internacional.
Paralelamente, em Barcelona, durante o Global Progressive Mobilisation, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibiu um cartaz em apoio à liberdade de Cristina Kirchner, gerando repercussões políticas no cenário regional.
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