O ataque israelense que antecedeu o cessar-fogo interrompeu a vida de uma família libanesa em meio à escalada no sul do Líbano. Hassan Abu Khalil, de 36 anos, perdeu 13 parentes no prédio onde estavam reunidos, em Tyre, minutos antes da entrada em vigor da trégua. Ele havia saído para tomar café quando o bombardeio atingiu o imóvel.
Abu Khalil descreveu surpreendente sobrevivência, enquanto uma escavadeira removia escombros e montanhas de concreto. O homem contou ter visto a destruição de perto e não conseguir compreender o que aconteceu com sua família. A tragédia ocorreu na noite de quinta-feira, antes do cessar-fogo prometido pelos Estados Unidos para a região.
Na sexta-feira, autoridades libanesas afirmaram que 13 corpos foram retirados das ruínas e 35 pessoas ficaram feridas, com 15 ainda não localizadas. O ataque foi declarado parte de ações anteriores do dia a dia de confrontos entre Israel e o Hezbollah. O Ministério da Saúde do Líbano informou um total de 2.294 mortos no período de 2 de março até o início do cessar-fogo, incluindo crianças e mulheres.
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Desdobramentos e contexto
Antes do cessar-fogo, o Hezbollah realizou lançamentos de foguetes contra localidades israelenses, acionando sirenes de alerta e deslocamentos de civis para abrigos. Em resposta, autoridades de saúde libanesas contabilizavam grande parte das fatalidades ao possível impacto de ataques diretos em áreas urbanas.
Mais de seis semanas de combates no sul do Líbano deixaram milhares desabrigados. O episódio envolvendo a família de Abu Khalil ressalta o medo que marcou as últimas horas de guerra, com moradores tentando retornar às casas destruídas antes da vigência do acordo de trégua. A família de Abu Khalil, que morava no Líbano, foi interrompida abruptamente pela violência.
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