O presidente colombiano Gustavo Petro disse nesta segunda-feira, 19 de abril de 2026, que processará por difamação o presidente do Equador, Daniel Noboa. A declaração foi feita em seu perfil no X. O anúncio envolve uma disputa entre líderes dos dois países.
Noboa havia afirmado, em entrevista à revista Semana, que Petro se encontrou com pessoas ligadas a um narcotraficante durante uma visita ao Equador em 2025. Segundo o presidente equatoriano, o colombiano teve contatos com integrantes de grupos ligados ao crime.
A defesa de Noboa sustenta que Petro manteve encontros com membros de movimentos com ligações a figuras associadas a atividades ilícitas. O movimento Revolución Ciudadana, geralmente ligado ao ex-presidente Rafael Correa, aparece entre as citações do material republicado pelo presidente equatoriano.
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Acusações e contexto
Petro afirmou, em publicação no X, ter ido a Manta, no Equador, em 2025, para a posse de Noboa. Segundo ele, foi acompanhado “dia e noite” pelo Exército equatoriano, a mando de Noboa, além de sua escolta pessoal, que poderia atestar as atividades do bloqueio.
Ainda segundo o presidente colombiano, houve tratamento considerado desrespeitoso por Noboa ao anunciar a liberdade do ex-vice-presidente Jorge Glas, a quem classificou como *preso político*. Glas foi preso em 5 de abril de 2024 por corrupção, após ter sido detido originalmente em 2017 no âmbito do caso Odebrecht.
As declarações de Petro e as acusações de Noboa geram controvérsia regional, com repercussão sobre a relação entre os governos colombiano e equatoriano. A imprensa destacou que ambas as partes mantêm posições firmes sobre o tema. fontes citadas: Semana, Poder360.
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