Donald Trump voltou a manter a diplomacia em foco ao enviar oficiais dos EUA para Islamabad para novas negociações sobre o Irã. A ação ocorreu 24 horas após o Irã fechar novamente o estreito de Hormuz, elevando a tensão na região.
A Casa Branca informou que a delegação buscará avanços em um possível novo ciclo de conversas com Teerã. Internamente, circulam dúvidas sobre a estratégia, com dúvidas sobre se a manobra visa apenas criar um pretexto para uma possível ação militar futura.
Na prática, o Irã apresentou condições para entrar em novas negociações, incluindo um cessar-fogo no Líbano, o fim do bloqueio naval americano e o avanço na liberação de ativos iranianos. Teerã também pediu que as partes respeitassem etapas de confiança mendadas mutuamente.
Contexto diplomático
Medidores no Irã disseram que a decisão de participar depende de avanços concretos em medidas de boa fé. As negociações, no entanto, permanecem marcadas pela desconfiança entre Teerã e Washington, com dúvidas sobre o fluxo de informações entre as partes.
O governo iraniano e os mediadores em Islamabad destacaram que o processo costuma seguir um formato gradual, em que cada gesto de uma parte é seguido por um gesto correspondente da outra. Enquanto isso, aleas em Washington sinalizam incerteza quanto ao ritmo das tratativas.
Fontes próximas ao tema apontam que o objetivo pode ser evitar um novo choque direto, buscando um acordo-quadro para discutir enriquecimento de urânio dentro de limites, possivelmente em um encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping.
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