A reunião entre autoridades cubanas e norte-americanas ocorreu em Havana, conforme confirmação do Ministério das Relações Exteriores de Cuba. A entrevista foi concedida ao jornal Granma nesta segunda-feira. O encontro foi descrito como respeitoso pelas partes envolvidas.
Segundo Alejandro Garcia del Toro, responsável pelos assuntos dos EUA no Ministério cubano, nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez declarações ameaçadoras. A mensagem das autoridades cubanas destacou o diálogo como oportunidade de avançar em temas técnicos e políticos.
Garcia del Toro afirmou que liberar o embargo de energia foi a prioridade máxima para a delegação cubana. O encontro também tratou de pautas históricas nas relações entre os dois países.
As autoridades norte-americanas, de acordo com o Axios, teriam reiterado o apoio a uma política de longo prazo para o fim do embargo. Entre as propostas, estaria a indenização por ativos e propriedades confiscados após a revolução de 1959, além da libertação de presos políticos e de ampliar garantias de liberdade política.
O veículo americano citou ainda que a delegação dos EUA se mostrou aberta a medidas de facilitamento, incluindo a instalação de serviços de satélite Starlink no país.
Garcia del Toro mencionou que a representação cubana foi feita no nível de vice-ministro das Relações Exteriores, enquanto os Estados Unidos tiveram representantes de alto escalão do Departamento de Estado.
Entre os participantes, Raúl Guillermo Rodríguez Castro — neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, com 94 anos e atuação influente — foi citado como participante das negociações. A respeito da composição, o Chávez não é citado; a informação vem do relatório do Axios, citado pela imprensa cubana.
Pontos discutidos e próximos passos
A atuação das partes indicou interesse em manter o canal de diálogo aberto, com foco na viabilidade de reformas apoiadas pelos EUA. Não houve prazos fixados nem promessas de medidas imediatas, segundo fontes presentes.
A reunião ocorreu em meio a cobranças históricas dos EUA por reformas econômicas, liberdades políticas e normalização gradual das relações. A parte cubana posicionou-se com ênfase na soberania nacional e na autonomia de decisões.
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