O Estreito de Ormuz voltou a ganhar destaque diplomático nesta segunda-feira (20/4). Em ligação com o chanceler russo, Sergey Lavrov, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, atribuiu a insegurança na região à agressão dos Estados Unidos. Teerã também citou Israel como parte do problema.
Segundo a imprensa estatal iraniana, Araghchi informou que a instabilidade na via marítima resulta diretamente de ações militares dos EUA e de Israel. Ele afirmou ainda que a navegação de embarcações estrangeiras ocorre sob coordenação das autoridades iranianas, reforçando o controle da região pelo Irã.
Lavrov, por sua vez, enfatizou a necessidade de manter o cessar-fogo vigente e evitar nova escalada militar no Oriente Médio. O comunicado da chancelaria russa diz ainda que Moscou defende o cumprimento dos termos originais e apoia soluções diplomáticas.
Contexto regional
A conversa ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Teerã e Washington, às vésperas do fim do cessar-fogo marcado para quarta-feira (22/4). O acordo, iniciado em 7 de abril, pode não ser renovado, segundo declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.
Trump afirmou ser altamente improvável estender a trégua sem avanços nas negociações, destacando que não fecharia um mau acordo. Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian criticou as mensagens contraditórias de Washington e classificou as exigências americanas como excessivas.
O impasse aumentou após o Irã rejeitar nova rodada de negociações no Paquistão. Teerã acusa os EUA de violar o cessar-fogo, citando bloco naval no Estreito de Ormuz e a apreensão de um navio iraniano. A Rússia continuou disponível para atuar como mediadora.
O governo iraniano também sinalizou pretender garantir a passagem segura de embarcações russas pela região. O Estreito de Ormuz continua a ser tópico central, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
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