O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (20.abr.2026), em Hannover, Alemanha, que é contra qualquer intervenção militar em Cuba e criticou conflitos internacionais. A declaração ocorreu durante coletiva ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz.
Lula classificou o embargo americano a Cuba como uma vergonha mundial, destacando que o bloqueio de 70 anos impede a ilha de decidir seu destino. Ele citou também Venezuela, Ucrânia, Gaza e Irã como exemplos de intervenções que rejeita.
O petista ressaltou que o Brasil acompanha a situação por meio da embaixada em Havana e mencionou envio de medicamentos e alimentos, além de estudar ampliar a cooperação humanitária.
Pathos diplomático e soluções
Merz afirmou que não há justificativa para intervenção em Cuba e defendeu soluções diplomáticas. O chanceler destacou que mudanças políticas devem ocorrer por meios pacíficos e lembrou impactos econômicos de conflitos, especialmente no setor de energia.
Lula também tratou de outras questões de segurança global, defendendo solução negociada para a Ucrânia e destacando a necessidade de evitar escaladas na região do Oriente Médio, com ênfase na situação de Gaza e na instabilidade no Líbano.
O presidente citou pressões sobre países do G20, defendendo participação ampla. Comentou a exclusão da África do Sul do encontro de 2026 e afirmou que Ramaphosa deveria estar presente, mesmo diante de Trump. Disse que o G20 não pertence a uma única nação.
Avanços da agenda bilateral
Durante a coletiva, Lula pediu reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que não pode ser privilégio de poucos países que não evitam guerras. O encontro resultou em acordos nas áreas de defesa, IA, tecnologias quânticas, bioeconomia e eficiência energética.
A Alemanha anunciou contribuição de 500 milhões de euros ao Fundo Clima. A expectativa é a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia em 1º de maio, como parte da agenda da viagem. Lula está em Hannover com 14 ministros.
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