Durante visita à Alemanha, o presidente Lula disse que há cobranças a EU sobre o acordo com o Mercosul e criticou intervenções de EUA em Cuba e Venezuela. Ele pediu respeito à integridade territorial e rejeitou ingerência externa.
Em coletiva com o chanceler alemão Friedrich Merz, Lula classificou o bloqueio petrolífero de Cuba, imposto por Donald Trump, como ideológico e vergonhoso. O tom foi de condenação a qualquer invasão ou pressão externa.
O chefe de governo alemão foi aligned com a posição de que não há ameaça evidente de Cuba para outros países, segundo a leitura de Merz. O tema central reforçou o debate sobre soberania e intervenção.
Unilateralismo europeu e o acordo com o Mercosul
Lula afirmou que o acordo UE-Mercosul precisa de equilíbrio de partes e criticou medidas que desequilibram a balança. A descarbonização é válida, mas não deve usar métricas destoantes da realidade, disse.
Ele defendeu o Brasil como protagonista da transição energética e citou o potencial brasileiro para biocombustíveis, defendendo que o país pode se tornar a Arábia Saudita dos biocombustíveis. O medo de impacto rural foi considerado infundado.
Reforma do Conselho de Segurança da ONU
O presidente voltou a defender uma reforma no Conselho de Segurança para ampliar a participação de Brasil, Alemanha, Japão, Índia, México e países africanos. A diplomacia tem sido insistente na busca por maior representatividade.
Lula destacou preocupações com o retorno do conflito no Irã e com gastos militares no Oriente Médio, ao lembrar que há fome no mundo. A ideia é tornar a ONU mais eficiente e inclusiva, com foco na paz global.
Contexto regional e legado estratégico
Ao abordar Cuba e Venezuela, o presidente manteve o tom de defesa da soberania. A crítica às intervenções norte-americanas ocorreu no contexto de debate sobre independência energética e relações com parceiros europeus.
O encontro com Merz integrou a agenda nacional sobre governança global, integração regional e transição energética. A visita enfatizou a atuação brasileira em temas de política externa, soberania e clima.
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