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Lula cobra a UE na Alemanha e critica EUA por interferência em Cuba

Lula critica unilateralismo da UE em acordo com Mercosul; pede reforma da ONU e afirma que Brasil pode ser a “Arábia Saudita dos biocombustíveis”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz (dir.) 20/04/2026 - (Odd Andersen/AFP)
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Durante visita à Alemanha, o presidente Lula disse que há cobranças a EU sobre o acordo com o Mercosul e criticou intervenções de EUA em Cuba e Venezuela. Ele pediu respeito à integridade territorial e rejeitou ingerência externa.

Em coletiva com o chanceler alemão Friedrich Merz, Lula classificou o bloqueio petrolífero de Cuba, imposto por Donald Trump, como ideológico e vergonhoso. O tom foi de condenação a qualquer invasão ou pressão externa.

O chefe de governo alemão foi aligned com a posição de que não há ameaça evidente de Cuba para outros países, segundo a leitura de Merz. O tema central reforçou o debate sobre soberania e intervenção.

Unilateralismo europeu e o acordo com o Mercosul

Lula afirmou que o acordo UE-Mercosul precisa de equilíbrio de partes e criticou medidas que desequilibram a balança. A descarbonização é válida, mas não deve usar métricas destoantes da realidade, disse.

Ele defendeu o Brasil como protagonista da transição energética e citou o potencial brasileiro para biocombustíveis, defendendo que o país pode se tornar a Arábia Saudita dos biocombustíveis. O medo de impacto rural foi considerado infundado.

Reforma do Conselho de Segurança da ONU

O presidente voltou a defender uma reforma no Conselho de Segurança para ampliar a participação de Brasil, Alemanha, Japão, Índia, México e países africanos. A diplomacia tem sido insistente na busca por maior representatividade.

Lula destacou preocupações com o retorno do conflito no Irã e com gastos militares no Oriente Médio, ao lembrar que há fome no mundo. A ideia é tornar a ONU mais eficiente e inclusiva, com foco na paz global.

Contexto regional e legado estratégico

Ao abordar Cuba e Venezuela, o presidente manteve o tom de defesa da soberania. A crítica às intervenções norte-americanas ocorreu no contexto de debate sobre independência energética e relações com parceiros europeus.

O encontro com Merz integrou a agenda nacional sobre governança global, integração regional e transição energética. A visita enfatizou a atuação brasileira em temas de política externa, soberania e clima.

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