Luiz Inácio Lula da Silva defendeu mudanças estruturais na Organização das Nações Unidas, com foco na ampliação do Conselho de Segurança. Em Hannover, na Alemanha, durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, o presidente ressaltou a necessidade de renovar o órgão e criticou os membros permanentes atuais. Acompanhava-o o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Lula afirmou que o Conselho de Segurança não pode permanecer limitado aos cinco países que ocupam assentos desde 1945. O mandatário ressaltou a importância de incluir novas nações e de revisar a Carta e o Estatuto da ONU para ampliar a representatividade e a eficácia do organismo. A mensagem foi reiterada durante a viagem à Europa.
Em discurso na Espanha, no fim de semana, Lula havia criticado o papel dos membros permanentes, chamando-os de responsáveis por impasses diplomáticos. Ele pediu aos chefes de Estado e de governo de potências com assento permanente que concentrem esforços na resolução de conflitos globais, com respeito às obrigações deمان a paz mundial. O presidente também enfatizou dificuldades geradas pelo mecanismo de veto entre as cinco potências.
Contexto da ONU e foco na reforma
Durante a coletiva, Lula explicou que a reforma visaria tornar a ONU mais representativa, com inclusão de novos membros permanentes e não permanentes. O objetivo é alterar a estrutura de decisão para evitar atrasos em intervenções necessárias para a paz mundial e a segurança coletiva.
A fala ocorreu no contexto de visitas oficiais à Europa, com críticas reiteradas à atuação do Conselho de Segurança em crises recentes. Segundo o presidente, a atual configuração dificulta ações decisivas diante de guerras em curso, justamente pela possibilidade de veto de qualquer membro permanente. As declarações foram recebidas com atenção internacional, sem compromissos formais anunciados.
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