O Peru começou a revisar milhares de cédulas contestadas nesta segunda-feira, paralisando a contagem das eleições de 12 de abril. O atraso ocorre porque nenhum rival claro surgiu para o segundo turno contra a líder Keiko Fujimori.
Cerca de 6% das seções eleitorais foram contestadas na última semana devido a inconsistências, informações incompletas ou erros nas folhas de contagem, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).
O processo envolve o Júri Nacional de Eleições (JNE), que abriu audiências públicas para analisar as seções contestadas e só então incorporá-las à contagem final. O prazo máximo para o resultado é 15 de maio.
Detalhes do processo de revisão
O JNE informou que as cédulas contestadas estão passando por auditoria antes da consolidação final, o que pode levar semanas. Milhares de folhas de contagem de senadores e deputados também são revistas.
Apesar dos atrasos, a contagem oficial ainda mostra Fujimori com aproximadamente 17% dos votos, com Roberto Sánchez (esquerda) e Rafael López Aliaga (ultraconservador) disputando o segundo lugar, em 12% e 11,9%, respectivamente.
Contexto regional e impactos eleitorais
A maior parte das seções contestadas fica fora de Lima, o que pode influenciar o resultado do segundo turno, segundo análises de mercado. Relatórios de bancos indicam que a base rural de Sánchez pode compensar margens de votação.
Na semana passada, López Aliaga acusou fraude, enquanto lideranças empresariais e parlamentares pediram a resignação do chefe do Onpe, Piero Corvetto. O JNE abriu uma queixa criminal por acusações associadas a direitos de voto.
Observação internacional
Observadores da União Europeia afirmaram não encontrar evidências de fraude até o momento. O escrutínio adicional visa esclarecer as dúvidas e assegurar a integridade do processo.
O resultado final da eleição está previsto para ficar definido até 15 de maio, conforme o coordenador jurídico do JNE, Jorge Valdivia, em coletiva recente.
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