A União Europeia tenta aprovar definitivamente, nesta quarta-feira, um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. A iniciativa estava bloqueada pela Hungria, segundo uma autoridade de Chipre, que ocupa a presidência rotativa da UE.
Viktor Orbán, premiê húngaro em fim de mandato, condicionou o desbloqueio a avanços na disputa sobre um oleoduto que transporta petróleo russo. O movimento gerou tensões entre Bruxelas e Budapeste.
Kiev afirmou que abrirá o oleoduto no final de abril, o que poderia justificar o fim do veto. O anúncio ocorreu pouco antes da reunião de diplomatas dos 27 Estados-membros da UE.
O anúncio sobre o desbloqueio ocorre após a derrota de Orbán nas eleições legislativas, vencidas por Péter Magyar, aliado pró-Europa. A mudança de liderança pode facilitar a aprovação do empréstimo.
Para a França, o presidente Emmanuel Macron expressou otimismo moderado. Ele afirmou que, com a saída de Orbán, a perspectiva de liberação do empréstimo tende a avançar.
Contexto e desdobramentos
A decisão de desbloquear o empréstimo está ligada ao equilíbrio entre apoio à Ucrânia e estratégias de energy security na região. A UE busca manter fluxo financeiro para cobrir déficits orçamentários ucranianos.
A tensão entre Hungria e demais parceiros europeus se intensificou nos últimos meses. O bloco acompanha de perto a relação entre entrega de petróleo e acordos políticos.
A posição de Budapeste influencia a coordenação financeira da UE. A próxima reunião de ministros deverá confirmar se o desembolso ocorrerá conforme o cronograma.
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