Lula da Silva realizou agenda oficial na Alemanha, em Hannover, com foco em cooperação entre Brasil e União Europeia e, principalmente, em bioenergia e nas consequências da crise no Irã para o cenário global. Merz manteve posição direta sobre a temática econômica, priorizando o debate sobre biocombustíveis.
O conceito de potências médias ganhou relevo após o título cunhado por Mark Carney. A ideia é que países como Brasil e Alemanha não podem deixar de negociar entre si, para evitar serem marginalizados por potências mais fortes. O diálogo estreitou esse eixo entre as duas nações.
Durante a visita, foram firmados acordos e anunciadas parcerias em defesa, tecnologia, meio ambiente e energia. Entre os resultados constam a construção de mais quatro fragatas da classe Tamandaré para a Marinha, além das já previstas para 2028.
Outro marco foi o voto do Brasil a favor da posição alemã para se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Além disso, ficou estabelecida a contribuição alemã de € 1 bilhão ao Fundo de Florestas criado pelo Brasil, com expectativa de valor adicional.
Também foi confirmado aporte de até R$ 4,1 bilhões em projetos verdes no Brasil via acordo entre BNDES e ministérios alemães, e investimento de € 2 bilhões em projeto de hidrogênio de baixo carbono no Rio Grande do Norte. Cooperações em defesa, segurança e tecnologia foram anunciadas.
Na prática, a viagem mostrou alinhamento entre as agendas de Lula e Merz, com ênfase em multilateralismo e cooperação tecnológica. Ao mesmo tempo, o tema dos biocombustíveis recebeu tratamento discreto no documento final, mantido como assunto de interesse brasileiro.
A agenda incluiu momentos formais na Hannover Messe, feira industrial autorizada a trazer relevância para o Brasil como convidado especial. O encontro entre Lula e Merz refletiu uma tentativa de manter canal aberto entre potências médias em tempos de conflito global.
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