Em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron disse que Israel deve renunciar às pretensões territoriais no Líbano e que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, deve ser desarmado pelos libaneses. A declaração ocorreu em coletiva ao lado do primeiro-ministro Nawaf Salam, em 21 de abril de 2026. Macron enfatizou que o desarmamento pode ocorrer pela força ou por negociação, conforme Beirute escolher.
Ele afirmou ainda que a atual trégua de dez dias entre Israel e Hezbollah precisa se ampliar para permitir uma dinâmica de estabilização. O objetivo é garantir segurança, integridade territorial do Líbano e bases para normalizar as relações entre os dois países. Paris garantiu apoio ao Líbano nas próximas etapas, mesmo com a saída da Força Provisional das Nações Unidas (Unifil).
Salam pediu financiamento externo para a crise humanitária do Líbano, estimando necessidade de € 500 milhões nos próximos seis meses. A guerra desde março já provocou deslocamentos massivos e impactos na capital Beirute e no sul do país. O balanço oficial aponta 2.454 mortos e 7.658 feridos até o momento.
Desdobramentos militares e humanitários
O Exército de Israel afirmou ter atingido um lançador de foguetes do Hezbollah e ter interceptado um drone vindo do Líbano. As autoridades israelenses classificaram as ações como violações do cessar-fogo. Em resposta, o Hezbollah realizou funerais coletivos no sul do Líbano para 14 combatentes falecidos.
No sul de Beirute, já tinham sido sepultados quatro combatentes do Hezbollah na segunda-feira. Outras três mortes foram registradas no vale do Beqaa, no leste do país. O movimento não divulgou o total de perdas; autoridades israelenses afirmaram ter eliminado mais de 1.700 combatentes do Hezbollah até julho.
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