Os governos dos Estados Unidos e do Irã se preparam para uma nova rodada de negociações sobre o cessar-fogo no Oriente Médio. A trégua atual vence às 21h (horário de Brasília) desta quarta-feira, 22, e há risco de não ser estendida. Fontes oficiais sinalizam retorno de hostilidades.
A cúpula bilateral está marcada para ocorrer no Paquistão, mas as delegações ainda não chegaram a Islamabad. A Casa Branca não confirmou envio de representantes hoje; o vice-presidente JD Vance é aguardado, porém permanece nos EUA. O governo iraniano afirmou não ter data definida para enviar negociadores.
O Irã condicionou a participação à presença física de Vance durante as negociações. A tensão aumentou após a interceptação, por parte dos EUA, de um navio-tanque associado ao Irã em águas internacionais, sem relatos de incidentes. Washington vê o ato como escalada próxima ao término do cessar-fogo.
O presidente dos EUA, em redes sociais, sugeriu que o acordo não deverá ser prorrogado, mantendo tom crítico em relação ao Irã. Ele também pediu a libertação de oito mulheres iranianas no corredor da morte, apontando como apoio inicial para as negociações.
Lula comentou publicamente o tema, ironizando a campanha de Trump para o Nobel da Paz e sugerindo que a prioridade é evitar novos conflitos. A fala vem em meio à expectativa de avanços diplomáticos em Paquistão.
Em entrevista à CNBC, o governo norte-americano afirmou que não haverá extensão automática do cessar-fogo, destacando expectativa de solução viável com o Irã. A administração busca um acordo estável que possa nortear o diálogo com as novas lideranças iranianas.
Contexto atual
- Acordos em negociação envolvem cessar-fogo e eventual acordo regional.
- Participantes aguardam confirmação de presença de delegações.
- Comunicações indicam desejo de progresso, com cautela quanto a resultados concretos.
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