Taiwan recebeu nesta semana uma decisão que interrompeu um viaje oficial. O presidente Lai Ching-te cancelou a visita a Eswatini, aliada africana de Taiwan, após Seychelles, Maurício e Madagascar terem revogado, de forma unilateral, autorizações de overflight para o avião presidencial. A viagem tinha como objetivo marcar o 40º aniversário da ascensão do rei Mswati III.
A secretaria-geral do gabinete presidencial, Pan Meng-an, afirmou que houve pressão intensa por parte da China, incluindo coerção econômica. O governo chinês não respondeu a pedidos de comentário. Xi Jinping manteve encontro com a presidência de Moçambique, em Beijing, mas não mencionou Lai.
Seychelles informou a Reuters que o avião não recebeu autorização para overflight ou aterrissagem, seguindo a política de não reconhecer a soberania taiwanesa. Madagascar confirmou a negação, citando a soberania de seu espaço aéreo. Maurício não se pronunciou sobre o caso.
Contexto diplomático
Este é o primeiro cancelamento de viagem ao exterior de um presidente taiwanês por pressão chinesa. A China considera Taiwan parte de seu território, sem direito a se declarar estado independente. A reação de Lai enfatizou a natureza de ameaças ao ordenamento internacional.
Uma fonte de segurança de Taiwan disse que houve pressão chinesa para Seychelles, Madagascar e Maurício, incluindo potenciais sanções econômicas. A viagem de Lai seria a primeira saída de Taiwan desde novembro de 2024, quando ele visitou ilhas do Pacífico e passou por território dos EUA.
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