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Principal cartel de tráfico na Colômbia rejeita acordo de paz com o governo

Clã do Golfo descarta acordo de paz com o governo; busca que o processo de paz siga com o Estado após o fim do mandato de Petro, em agosto

Agueda Plata, delegada do governo colombiano, ao lado de Ricardo Gorlado, advogado do Exército Gaitanista da Colômbia (EGC)
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O Clã do Golfo, principal cartel de tráfico de cocaína na Colômbia, afirmou que é impossível selar a paz com o governo atual, cujo mandato encerra em agosto. A declaração foi feita pelo advogado da organização nesta terça-feira, 21, em Bogotá.

Segundo Ricardo Giraldo, representante legal do Exército Gaitanista da Colômbia, o objetivo é que o processo de paz siga adiante com o Estado, mesmo após o fim do governo de Gustavo Petro. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva.

O cartel negocia, desde setembro do ano passado, desarmamento em troca de benefícios legais, dentro da política de Paz Total lançada por Petro para encerrar o conflito armado no país. Algumas frentes do grupo já suspendem ações armadas em áreas acordadas.

Agueda Plata, delegada do governo colombiano, acompanhou a coletiva junto de observadores da Organização dos Estados Americanos. Giraldo destacou que o diálogo começou tardiamente, mas que o processo permanece forte e com avanços relevantes.

Estima-se que o Clã do Golfo tenha cerca de 10 mil combatentes, segundo fontes independentes, e as negociações acontecem no Catar sem uma trégua formal vigente. O andamento depende de garantias e do alinhamento entre Estado e organização.

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