Foram registradas cerca de 7.904 pessoas mortas ou desaparecidas em rotas migratórias no ano de 2024. As travessias marítimas com destino à Europa foram as mais letais, envolvendo milhares de pessoas em situações de risco extremo.
A Organização Internacional para as Migrações aponta que parte das mortes não foi verificada devido cortes na assistência financeira, estimando cerca de 1.500 casos suspeitos não apurados. A entidade ressalta o peso humano dessas estatísticas.
Mais de 40% das fatalidades ocorreram em rotas marítimas rumo à Europa, com destaque para os chamados naufrágios invisíveis, em que embarcações somem no mar sem tocar terra. Dados acentuam o perigo dessas travessias.
Rotas mais mortais
A rota da África Ocidental para o norte registrou cerca de 1.200 mortes. A Ásia também reportou números recordes, incluindo centenas de refugiados Rohingya fugindo de violência em Mianmar e da crise em campos de refugiados em Bangladesh.
Até onde se sabe, mudanças nas rotas respondem a conflitos, mudanças climáticas e políticas migratórias. Por trás dos números estão pessoas em viagens perigosas e famílias aguardando por notícias incertas.
Olhar institucional
A diretora-geral da OIM, Amy Pope, afirmou que as rotas mudam conforme o cenário global, mas os riscos permanecem reais. Maria Moita, que comanda o departamento humanitário da OIM, destacou o fracasso coletivo em evitar essas tragédias.
Entre na conversa da comunidade