O regulador britânico de mídia, Ofcom, abriu nesta terça-feira uma investigação contra o Telegram. O objetivo é determinar se a plataforma violou as obrigações previstas na lei britânica de segurança online ao supostamente facilitar conteúdo de abuso sexual infantil.
A apuração utiliza informações recebidas do Centro Canadense de Proteção à Infância sobre a suposta difusão de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram. O Ofcom aponta para possíveis violações legais ligadas a conteúdos ilegais na plataforma.
Caso o descumprimento seja comprovado, o Telegram pode enfrentar multa de até 10% do seu faturamento mundial. A investigação foca em práticas de moderação e cumprimento de regras de segurança para conteúdos de alto risco.
Em resposta, o Telegram afirmou negar as acusações. A empresa destacou que, desde 2018, eliminou quase toda a difusão pública de conteúdos de abuso sexual infantil por meio de algoritmos de detecção e cooperação com ONGs.
O fundador Pavel Durov, que também atua na França, tem sido alvo de críticas envolvendo a atuação de plataformas de mensagens. Durov já se manifestou sobre pressões regulatórias em Paris e acusou instrumentos legais de atacar a privacidade dos usuários.
A França tem investigado ações de plataformas de redes sociais. A defesa de Durov alega que investigações criminais não devem violar liberdades individuais e privacidade, em meio a acusações de irregularidades em X.
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