A Polícia Federal (PF) enfrenta debates sobre a atuação de seus agentes no exterior. O caso envolve a expulsão do delegado Marcelo Ivo, então oficial de ligação no ICE, agência de imigração dos EUA, e o impacto diplomático decorrente dessa posição.
Segundo apuração, a PF mantém acordos com mais de 30 países para adidâncias e oficiais de ligação. Contudo, delegados, escrivães e agentes exercem função diplomática sem poder de polícia no território anfitrião.
Os Estados Unidos instauraram apuração para investigar a conduta de Marcelo Ivo. As investigações buscam esclarecer abuso de autoridade, falsidade ideológica e improbidade administrativa, com consequências se houver comprovação de atuação no solo americano.
Na Europa, o presidente Lula chegou a mencionar reciprocidade caso haja ingerência externa que afete o Brasil. A discussão envolve não apenas o caso específico, mas a atuação de agentes brasileiros no exterior.
Além disso, o governo brasileiro avança na instalação de adidâncias em Alemanha, Austrália, Áustria, Emirados Árabes, Equador, Índia, Panamá e Suíça, ampliando a presença diplomática da PF fora do Brasil.
Entre na conversa da comunidade