O Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil adotou uma resposta de reciprocidade imediata após a decisão dos EUA de expulsar um delegado da Polícia Federal. O objetivo é interromper as funções oficiais de um agente de imigração americano atuando no Brasil, ligado à PF.
A medida brasileira ocorreu na véspera, com comunicação verbal dirigida à diplomata Kimberly Kelly, representante da Embaixada dos EUA em Brasília. A decisão envolve o delegado da PF em Miami, Marcelo Ivo de Carvalho, que esteve relacionado a notas do governo americano sobre extradiação.
Segundo o Itamaraty, o governo norte-americano agiu de maneira sumária contra o delegado no exterior, sem abrir diálogo prévio para esclarecer o caso. O Brasil informou que aplicará a reciprocidade diante dessa atuação unilateral.
O episódio envolve ainda o histórico de cooperação entre os dois países na área de segurança. O Itamaraty destacou que o agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento bilateral para facilitar o intercâmbio de oficiais de ligação. No momento, não houve confirmação oficial sobre a expulsão de Carvalho pelas autoridades brasileiras.
Contexto e desdobramentos
O comunicado brasileiro também frisou que houve comunicação verbal à parte dos EUA sobre a decisão. A PF informou que o delegado brasileiro perdeu credenciais de acesso a sistemas do ICE, o que motivou a retirada de privilégios de um agente americano que atuava em Brasília.
A quarta-feira marca, portanto, um aceno de alinhamento entre as equipes de segurança dos dois governos. As autoridades não detalharam os próximos passos ou prazos para a continuidade da cooperação no campo da imigração e da segurança pública.
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