O Departamento de Estado dos EUA criticou a pressão da China para bloquear viagens do presidente taiwanês Lai Ching-te. Acusa Pequim de orientar governos africanos a revogar autorizações de sobrevoo, abrindo espaço para cancelar a passagem do dirigente. A recusa de acesso ao espaço aéreo é vista como abuso do sistema de aviação civil.
Taiwan informou que Seychelles, Maurício e Madagascar revogaram unilateralmente as autorizações de voo necessárias para a aeronave presidencial cruzar seus espaços aéreos, em rota para Essuatíni, aliado de Taipé. A viagem deveria marcar o 40º aniversário da ascensão do rei Mswati III.
Segundo o governo taiwanês, Lai pretendia partir nesta quarta-feira para Essuatíni, onde receberia homenagens pelo aniversário. É a primeira vez que um presidente taiwanês cancela viagem externa por causa de restrições de espaço aéreo.
Contexto internacional
Parlamentares dos EUA também criticaram a China, cobrando apoio contínuo a Taiwan. O país não mantém relações diplomáticas formais com Taipé, mas é o principal apoio e fornecedor de armas da ilha.
Autoridade de segurança de Taiwan disse que a China pressionou Seychelles, Maurício e Madagascar, citando ameaças econômicas, incluindo possível suspensão de perdões de dívida. Pequim negou as acusações, reforçando a defesa da política de uma só China.
A China considera Taiwan como parte de seu território e avalia a independência de Taipé como uma linha vermelha em suas relações internacionais. Essuatíni mantém laços formais com Taiwan, ao lado de outros 11 países.
O último deslocamento presidencial taiuanês a Essuatíni ocorreu em 2023, quando Tsai Ing-wen esteve no país. Lai, se deslocando para a celebração, permanece como alvo de pressões diplomáticas associadas ao enfrentamento sino-taiwanês.
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