Taiwan estuda cancelamento de viagem presidencial à Eswatini após países africanos relatarem revogação de permissões de sobrevoo. O presidente taiwanês, Lai Ching-te, informou que a viagem não pode seguir conforme o planejado devido à falta de autorização para aeronaves taiwanesas cruzarem o espaço aéreo de Seychelles, Maurício e Madagascar. A decisão foi anunciada após pressão econômica atribuída à China, segundo um porta-voz de Taiwan.
Este é o primeiro caso públicamente registrado de um líder taiwanês que cancela uma viagem externa por revogação de permissões de voo. A Eswatini, antiga Swazilândia, é o único aliado diplomático de Taiwan na África e um dos 12 países que reconhecem Taipei.
A China negou qualquer coerção, elogiou os três países africanos e afirmou ter grande apreço por eles. Pequim mantém a posição de que existe apenas uma China e que Taiwan é parte inseparável de seu território.
Motivos por trás
Lai usou as redes sociais para denunciar as chamadas ações coercitivas, dizendo que tais medidas expõem riscos de regimes autoritários à ordem internacional. O governo de Eswatini lamentou a impossibilidade de a visita ocorrer, mas ressaltou que a relação bilateral permanece estável.
Segundo a agência Reuters, Seychelles e Madagascar afirmaram não reconhecer Taiwan, o que justifica, em parte, a revogação das permissões. A situação aumenta tensões na região e envolve a diplomacia de Beijing e o reconhecimento internacional de Taiwan.
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