O Itamaraty pediu explicações à embaixada dos Estados Unidos sobre a expulsão de um delegado da Polícia Federal do território norte-americano. A reunião ocorreu após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, conforme apuração de Elijonas Maia para o CNN Novo Dia. A encarregada de negócios da embaixada, Kimberly Kelly, esteve presente no encontro em Brasília.
Até a quarta-feira (22), o governo dos EUA não havia comunicado oficialmente à Polícia Federal sobre a expulsão do delegado Marcelo Ivo, que atuava como oficial de ligação entre o Brasil e o ICE, órgão de migração e alfândega dos EUA. A informação foi publicada pela apuração.
Marcelo Ivo também participou de reuniões com agentes do ICE na Flórida para obter informações sobre a liberação de Ramagem, segundo a apuração. A PF indicou internamente a substituição do delegado, designando Tatiana Torres para assumir o posto internacional, sem data definida para a ida aos EUA.
Substituição e reciprocidade
Em Brasília, uma reunião entre o Itamaraty e a encarregada da embaixada norte-americana, Kimberly Kelly, tratou da saída de Marcelo Ivo e da necessidade de informações adicionais. Há demanda por esclarecimentos formais por parte do Brasil.
O presidente em exercício Geraldo Alckmin mencionou a possibilidade de adotar medidas de reciprocidade diante da expulsão. A PF teme impactos em investigações e atividades de inteligência decorrentes de tensões diplomáticas.
A eventual reciprocidade envolveria a expulsão de agentes norte-americanos que atuam no Brasil, incluindo operações no território brasileiro e no escritório da Interpol em Brasília. Especialistas destacam que tal medida poderia afetar a cooperação policial e o fluxo de informações entre os dois países.
Entre na conversa da comunidade