O atirador que abriu fogo no topo da Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, aparenta ter sido influenciado por outros tiroteios e apresentava sinais de problemas psicológicos, disse a presidente do México na terça-feira. Julio César Jasso Ramírez, 27 anos, portava uma pistola, dezenas de cartuchos, uma faca e literatura que faz referência a atos de violência.
Segundo o Ministério Público, o ataque foi planejado e executado pelo próprio atirador, que não teve participação de terceiros. Ele se matou após um confronto com policiais, após disparar contra visitantes e equipes de segurança.
Uma canadense morreu e 13 pessoas ficaram feridas no local turístico, localizado a cerca de 50 km a noroeste da Cidade do México. Entre os feridos estavam cidadãos de Colombia e Brasil, com várias vítimas atingidas por tiros.
Investigação e dados principais
Durante coletiva, o procurador-geral do Estado do México, José Luis Cervantes Martínez, afirmou que Jasso Ramírez chegou ao sítio na segunda-feira, pouco antes do meio-dia local, e já havia visitado o local diversas vezes. “Este ato não foi espontâneo”, disse.
Entre os itens encontrados na mochila do atirador, havia literatura, imagens e documentos ligados a atos de violência ocorridos nos Estados Unidos em abril de 1999, segundo o órgão. Testemunhas relataram que o autor citou o massacre de Columbine durante o incidente.
Aos policiais, a Guarda Nacional e a polícia municipal subiram a pirâmide, cercaram o atirador e tentaram imobilizá-lo. Jasso Ramírez efetuou 14 disparos e, ao ser atingido no joelho, cometeu suicídio. Treze pessoas foram atendidas em hospital, entre elas dois menores.
Ao discutir segurança para o período da Copa do Mundo, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o governo está em contato com a organização do evento e com a Federação Internacional de Futebol para garantir a segurança. Entre janeiro e fevereiro, 16 milhões de turistas estrangeiros teriam chegado ao país.
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