Desde o início da escalada entre EUA e Irã, Trump recebeu quatro chefes de Estado em Washington. Lula ainda não confirmou data para visita à Casa Branca. O atraso teria relação com a prioridade dada ao conflito no Oriente Médio.
O Palácio do Planalto afirmou que o foco na crise entre EUA e Irã explica o atraso. Enquanto isso, Trump manteve encontros com outras lideranças, sinalizando atividade diplomática contínua na capital americana.
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, foi recebido em 3 de março. Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda, chegou em 17 de março. Takaichi Sanae, primeira-ministra do Japão, esteve em 19 de março.
Rei Charles III e a rainha Camila realizaram encontro com Trump em 13 de abril, consolidando visitas de alto escalão à Casa Branca. A agenda de Lula não avançou nesse período, segundo fontes próximas ao petista.
O último contato entre Lula e Trump ocorreu por telefone em 26 de janeiro, quando combinaram a possibilidade de viagem. Não houve, porém, confirmação ou data definida para o encontro.
Lula elevou o tom contra Trump nas últimas semanas, alinhando-se a críticas sobre o conflito no Irã. O presidente brasileiro tem dito que o mundo não pode se curvar a guerras.
Durante viagem pela Europa, Lula afirmou que o mundo não deve aceitar guerras financiadas por grandes potências, e citou ironias sobre prêmios de paz. O tom sinaliza dissenso com a postura de Trump.
A expressão política de Lula mira as eleições de outubro, quando busca a reeleição. Em declarações recentes, o petista sugeriu incerteza sobre intervenção externa nas eleições brasileiras, destacando soberania.
Paralelamente, Lula reforçou críticas à atuação de aliados de Bolsonaro. O foco recai sobre Eduardo Bolsonaro, apontado por Lula como responsável por custos e sanções ao Brasil.
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