Trump estendeu o cessar-fogo com o Irã, ganhando tempo para negociar um acordo, após anunciar a medida nesta terça-feira (21/4). A decisão ocorreu em meio a uma tentativa de manter contato com Islamabad e evitar uma escalada militar.
No dia, a aeronave Air Force Two, que transportava o vice-presidente J. D. Vance, estava pronto para partir para a capital paquistanesa quando as negociações foram adiadas. O objetivo era promover uma rodada diplomática entre EUA e Irã.
Trump anunciou a extensão do cessar-fogo para dar ao Irã tempo de apresentar uma proposta unificada para encerrar o conflito. A medida foi comunicada pela rede social Truth Social, sem prazo definido para a continuidade do acordo.
O Paquistão atua como mediador entre Washington e Teerã, e o governo americano indicou a possibilidade de manter o fôlego nas negociações a depender das próximas conversas. A Casa Branca avaliou opções ao longo do dia.
A ausência de confirmação formal de participação do Irã nas negociações complicou a decisão de enviar o vice-presidente. Posteriormente, situou-se a percepção de que as partes estavam mais distante de um acordo.
Especialistas enfatizam que a extensão do cessar-fogo não resolve questões centrais, como o bloqueio ao estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. Analistas apontam fraquezas na condução das negociações.
O antigo embaixador James Jeffrey aponta que tais medidas são comuns em tentativas de abrir espaço para negociações, ainda que não indiquem solução rápida. Ele ressalta que o impacto político no país é uma variável a considerar.
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