O volante Arthur Melo, do Grêmio, aparece em uma lista de mais de 60 jogadores citados em um inquérito do Ministério Público da Itália que apura exploração da prostituição e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que a rede coordenava eventos em Milão com a participação de cerca de 100 mulheres, incluindo brasileiras.
A operação resultou na prisão domiciliar de quatro suspeitos, considerados responsáveis pela gestão da rede. Eles organizavam festas em casas noturnas da cidade e promoviam o uso de gás hilariante em encontros de alto padrão.
Arthur e outros atletas aparecem como palavras‑chave em perícias de dispositivos apreendidos, ajudando a mapear contatos. Não há indícios de crime praticado pelos jogadores, e a legislação italiana não pune o consumo de serviços sexuais entre adultos.
Participantes e dinâmica do esquema
Entre os citados no inquérito, aparecem nomes como Carlos Augusto, do Inter de Milão, Rafael Leão e Dusan Vlahovic. As investigações destacam que a estrutura operava há anos, inclusive de forma privada durante a pandemia, com foco na punibilidade da gestão e exploração por terceiros.
Próximos passos da apuração
O Ministério Público continua analisando interceptações para medir a magnitude da rede na elite do futebol europeu. A Justiça italiana avalia quais ações podem ser aplicadas aos responsáveis pela organização e exploração da atividade.
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