O debate sobre integridade eleitoral nos EUA ganhou relevância com o aumento de desconfiança antes das eleições de meio de mandato. Pesquisa da Reuters/Ipsos indica que 46% dos adultos concordam com a afirmação de que há muitos votos fraudulentos de não cidadãos. Entre republicanos, o índice chega a 82%.
O levantamento mostra forte alinhamento partidário: 53% dos entrevistados dizem que votos por correio ou por ausência são suscetíveis a fraudes, enquanto 43% veem problemas. Entre republicanos, 83% manifestam preocupação; entre democratas, 33%.
A pesquisa avaliou ainda o impacto de declarações de Trump e aliados: parte significativa dos republicanos passou a acreditar na possibilidade de irregularidades. Auditorias e estudos acadêmicos, no entanto, indicam baixa incidência de fraudes em votos de não cidadãos e por correspondência.
Confiança no processo e propostas
A maior parte dos entrevistados apoia a exigência de identificação oficial para votar, com 77% a favor, incluindo 63% dos democratas e 95% dos republicanos. O estudo também aponta apoio bipartidário à identificação, ainda que não trate de medidas mais rígidas em discussão.
Treze estados, em sua maioria governados por republicanos, já adotaram medidas semelhantes à exigência de cidadania para registro. O Save Act, aprovado pela Câmara, enfrenta resistência no Senado, segundo a pesquisa. Democratas alertam para risco de exclusão de eleitores.
Confiança no resultado das urnas
A pesquisa revela que 79% dos democratas e 71% dos republicanos confiam que seus votos serão contados como pretendido. Diretores de pesquisa comentam que a confiança permanece estável, apesar da polarização recente.
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