Desde 2014, o Mercosul adotou um modelo padronizado de placas veiculares com identidade visual comum. Os quatro membros plenos são Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, com implementação gradual entre 2015 e 2024. Bolívia ainda se adapta; Venezuela permanece suspensa desde 2017.
No Brasil, o novo padrão tornou-se obrigatório para veículos novos em 1º de dezembro de 2018, em situações de transferência de município ou substituição de placa. Rio de Janeiro foi o estado-piloto, antes da expansão para o restante do país.
Visual comum, diferenças sutis. Todas as placas exibem faixa azul superior com o país, bandeira nacional e símbolo do Mercosul, sem identificação de estado ou cidade. No Brasil, o código inclui um QR Code para verificação e dados do veículo.
No Uruguai, a implantação começou em março de 2015 para emplacamentos novos. A sequência alfanumérica é de três letras seguidas de quatro números para veículos particulares (ABC 1234), com a faixa azul ao topo e a bandeira à direita.
Na Argentina, o layout mantém o padrão Mercosul com duas letras, quatro números e duas letras (AB 123 CD), para evitar formar palavras. A faixa azul e a identificação nacional ficam centrais.
Paraguai adota o mesmo visual básico; a sequência varia por tipo de veículo: quatro letras seguidas de três números para automóveis, e ordem inversa para motos. O país traz o nome na faixa azul, o símbolo do bloco e a bandeira no canto direito.
Projeto no Congresso brasileiro tramita para retornar a identificação de estado e município nas placas, com inclusão da bandeira da unidade federativa. A proposta foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes e será analisada pela CCJ.
Segundo o autor, senador Esperidião Amin, a medida facilitaria identificar a origem de veículos em casos de infração, furto ou roubo. O relator, deputado Hugo Leal, aponta potencial de reforçar vínculos culturais regionais. Não há substituição automática das placas existentes.
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