A União Europeia informou na quinta-feira que enviou uma carta aos organizadores da Bienal de Veneza comunicando a intenção de encerrar ou suspender um financiamento de 2 milhões de euros. O valor é destinado aos próximos três anos, e a decisão depende da resposta do comitê anfitrião sobre a reabertura do pavilhão russo neste ano.
A carta entra em vigor após a Bienal permitir que a Rússia retorne ao evento. A participação do país, ausente desde a invasão da Ucrânia em 2022, volta a figurar no programa oficial, segundo a imprensa especializada. A UE busca esclarecer condições de participação e financiamento.
Segundo a Artnews, o júri da Bienal não vai considerar nações com líderes acusados de crimes pelo Tribunal Penal Internacional, incluindo Rússia e Israel. A decisão se aplica a critérios de seleção para as nações presentes no pavilhão.
Pavilhão russo na Bienal e resposta da UE
Embora nunca tenha sido banido formalmente, o pavilhão russo não participou da edição de 2022 e voltou a figurar neste ano. A mostra prevista leva o título A Árvore Está Enraizada no Céu e envolve pelo menos 38 artistas e músicos, conforme comunicado dos organizadores.
A Bienal de Veneza deste ano ocorre de 9 de maio a 22 de novembro. Ao lado do pavilhão da Rússia, vários países exibem exposições em pavilhões nacionais, em conjunto com uma mostra coletiva curada de forma independente.
Contexto histórico de participação russa
A imprensa relata que, após a invasão da Ucrânia, artistas e instituições russas foram excluídos de grandes eventos europeus. A Rússia também não participou da edição de 2024, cedendo seu espaço aos organizadores da Bolívia.
Entre as áreas de discussão está o financiamento da UE e a posição institucional da Rússia no circuito cultural internacional. A resposta da Bienal à carta da UE terá impacto sobre a continuidade do apoio financeiro e sobre a própria participação russa no evento.
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