A Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis terá início nesta sexta-feira, 24, em Santa Marta, Colômbia, e segue até o dia 29 de abril. O evento reúne representantes de 60 países, organizações não governamentais e especialistas para transformar compromissos climáticos em ações concretas de transição energética justa, sem depender de carvão, petróleo e gás.
A sede, turística e portuária, fica no litoral caribenho colombiano. Santa Marta convive com a presença de combustíveis fósseis em sua economia, ao lado de áreas de biodiversidade próximas, como a Sierra Nevada de Santa Marta, o que embasa debates sobre desenvolvimento econômico versus conservação.
Contexto e objetivos
O encontro, anunciado pela Colômbia e pelos Países Baixos durante a COP30, funciona como espaço complementar às negociações da UNFCCC, articulando acordos entre países já alinhados com a transição energética. A meta é fortalecer o Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis, elaborado pela presidência brasileira da COP.
Estão previstas participações de representantes de cerca de 60 países, com adesão inicial de mais de 80 países ao apoio à iniciativa, ainda que não haja menção explícita aos combustíveis no texto de Belém. O Brasil participa com membros do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática e lideranças da sociedade civil.
Abordagens e impactos esperados
A conferência foca três frentes: reduzir a dependência econômica de fósseis, transformar sistemas de oferta e demanda de energia e fortalecer cooperação internacional e diplomacia climática. Organizações ambientais destacam a urgência de acelerar implementações para cumprir acordos já firmados na COP28.
A atuação também busca acelerar decisões rápidas de governos com relação à energia renovável, priorizando políticas de eliminação de subsídios a combustíveis fósseis e expansão de fontes limpas. Especialistas ressaltam a necessidade de uma transição justa, que preserve empregos e equidade social.
Amazônia e multilateralismo
A escolha de Santa Marta carrega peso simbólico pelo entorno amazônico, com debates sobre expansão da indústria fóssil versus conservação ambiental na região da Foz do Amazonas. Organizações ambientais alertam para impactos locais e globais de novos projetos fósseis.
A reunião é vista como teste de um modelo de multilateralismo mais flexível, combinando canais formais e informais para acelerar ações, sem depender unicamente de negociações da ONU. Há expectativa de um relatório com recomendações para orientar o Mapa do Caminho global.
Desafios da transição
O debate central envolve como reduzir rapidamente o uso de combustíveis fósseis sem ampliar desigualdades. Entidades como o WWF destacam medidas como revisão de subsídios, redução da demanda e investimentos em energia renovável, orientando uma transição baseada em evidências.
Profissionais do setor indicam que a velocidade e as condições da transição dependem de decisões coordenadas entre governos, setor privado e sociedade civil. A conferência pretende oferecer respostas sobre ritmo, metas e mecanismos de implementação.
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