A Coalizão Internacional para a Proteção do Bem-Estar Animal (IAWPC) acusa o Marrocos, sede da Copa do Mundo de 2030, de eliminar milhões de cães de rua durante os preparativos para o evento. A estimativa aponta cerca de 3 milhões de animais nessa condição no país.
Relatos ouvidos pela imprensa internacional descrevem cenas de violência. Fontes anonimizadas ao Daily Mail falam em demonstrações de selvageria, com cães mortos em operações que teriam ocorrido nos dias 21 e 23 de abril, perto de áreas urbanas.
A FIFA informou ao veículo que, durante o processo de candidatura, o Marrocos destacou compromissos com o bem-estar animal, incluindo planos de ampliar clínicas e programas de manejo de cães de rua. A entidade afirmou acompanhar o cumprimento dessas promessas por meio de parceiros locais.
Controvérsia e respostas oficiais
A Embaixada do Marrocos em Londres negou as acusações, dizendo não ocorrer abatimento de cães de rua e que o país trabalha com políticas de gestão humanitária e sustentável da população animal. O governo cita um programa desde 2019 de captura, esterilização, vacinação e devolução, além de investimentos em clínicas veterinárias.
A IAWPC sustenta que relatos recentes indicam um padrão de ações incompatível com os compromissos assumidos. O presidente da coalizão classificou as denúncias como massacre e ressaltou que não há base para organizar um evento esportivo global com violência contra animais.
A campanha da IAWPC ganhou apoio de figuras públicas e organizações internacionais, ampliando a pressão para que a FIFA apure os relatos. Entre as personalidades que se manifestaram está o ator Mark Ruffalo, que pediu respostas claras sobre o tema.
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