A deputada Gleisi Hoffmann apresentou nesta segunda-feira, 27 de abril, dois requerimentos contra Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais do presidente dos EUA, Donald Trump. As propostas pedem que ele seja declarado persona non grata no Brasil e que haja repúdio formal da Câmara. A medida surge após declarações consideradas ofensivas a brasileiras.
Segundo Gleisi, o objetivo é que o Poder Executivo tome providências para impedir o ingresso, a permanência ou a atuação oficial de Zampolli no país, com base na soberania, na dignidade da pessoa humana, na igualdade e na Lei de Migração. O conteúdo também expressa a posição institucional da Câmara e sugere ações diplomáticas ao MRE.
A parlamentar afirmou que o Brasil precisa reagir com firmeza diante de qualquer agente estrangeiro que desrespeite o povo brasileiro. As declarações teriam sido feitas durante entrevista a uma emissora italiana, com ataques às brasileiras. Em outra fala, ele fez ofensas a uma brasileira associada a ele.
Repercussões e próximos passos
No sábado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado afirmou que pode apresentar requerimento para tornar Zampolli persona non grata no Brasil. Também há a possibilidade de pedir retratação formal.
Em nota, o Ministério das Mulheres informou que as declarações representam discurso de ódio e desvalorização das mulheres brasileiras, configurando afronta à dignidade. O texto ressalta que misoginia não é opinião e que o ódio não pode ser justificado pela liberdade de expressão.
A primeira-dama Janja Lula da Silva comentou as falas, destacando que as mulheres são pessoas com voz e direitos. A reação institucional também incluiu críticas de setores governamentais à postura atribuída ao assessor, reforçando o tom de repúdio às declarações.
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