Teerã foi escolhido para integrar a 11ª conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), iniciada nesta segunda-feira na sede da ONU, em Nova York. A decisão ocorreu durante a reunião de vários grupos da conferência, incluindo o grupo de Estados não alinhados e outros.
O Estados Unidos reagiu ao anúncio, classificando a escolha do Irã como uma afronta ao TNP e à credibilidade do encontro. Washington disse que o Irã tem histórico de não cooperação com a AIEA e de desrespeito aos compromissos do tratado.
Do lado iraniano, o embaixador Reza Najafi, da AIEA, contestou as críticas e afirmou que a acusação é infundada e motivada politicamente. Teerã busca manter o direito de enriquecer urânio para usos pacíficos, segundo o governo iraniano.
A conferência de revisão do TNP ocorre em um momento de tensão regional, com insistência dos EUA em que o Irã não deve possuir armas nucleares. O Irã, por sua vez, defende que não busca armas nucleares e que o programa visa apenas fins pacíficos.
Contexto do TNP
O TNP foi aberto à assinatura em 1968 e entrou em vigor em 1970, com o objetivo de impedir a proliferação nuclear, promover o uso pacífico da energia e buscar o desarmamento. Hoje são 191 Estados signatários.
Estrutura de salvaguardas
A AIEA implementa inspeções para verificar o cumprimento do acordo. Os regimes de salvaguarda visam evitar o desvio de material nuclear para usos militares.
Desdobramentos recentes
A crise nuclear segue acompanhada de negociações e propostas de encerramento de disputas. As informações são acompanhadas por autoridades da ONU e pela comunidade internacional.
*(Com informações de Marcella Brasil, CNN Brasil)*
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