O comissário Frank Strada, encarregado do sistema prisional do estado americano do Tennessee, renunciou ao cargo após a execução fracassada de Christa Pike. O anúncio foi feito pelo governador Bill Lee neste sábado (3). Condenada à morte por homicídio, Pike sobreviveu a duas doses de injeção letal na quarta-feira (30) e está em estado crítico, segundo seus advogados.
Em comunicado, Lee informou que Strada sai ainda neste mês e agradeceu a ele “por sua disposição de colocar os interesses dos habitantes do Tennessee em primeiro lugar neste momento tão difícil”.
“Continuo acreditando que o Departamento (Correcional) cumpriu as suas responsabilidades de acordo com o protocolo estabelecido”, acrescentou o governador.
Lee, que havia rejeitado um pedido de clemência para Pike, suspendeu as execuções no estado até o fim de 2026 e determinou uma investigação independente sobre o caso, além de uma revisão dos protocolos.
Foi a segunda execução fracassada no Tennessee neste ano. Em maio, o estado suspendeu uma execução depois que a equipe médica não conseguiu acessar uma veia no braço de uma detenta.
Estado de saúde
Pike está inconsciente, intubada e respira com a ajuda de aparelhos em um hospital, informaram seus advogados na sexta-feira (2). Segundo eles, a equipe médica trabalhou para salvar a vida dela e eliminar do organismo o pentobarbital, droga usada na injeção letal.
A defesa pediu à Justiça uma ordem que obrigue o Departamento Correcional a preservar as provas da execução malsucedida. Ainda segundo os advogados, Pike sofreu lesões graves nos dois braços.
“Em nenhum momento algum membro da equipe de execução percebeu que as linhas de infusão não estavam corretamente colocadas, que as veias tinham rompido e que o pentobarbital estava, no todo ou em parte, entrando no corpo da Sra. Pike”, afirmaram os advogados no pedido apresentado ao Tribunal de Chancelaria do 20º Distrito Judicial do Tennessee. O documento apresenta o quadro mais completo até o momento das consequências médicas da tentativa de execução.
Pike, hoje com 50 anos, foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de curso, de 19 anos. O crime ocorreu em 1995, quando Pike tinha 18 anos.
Se a execução tivesse sido concluída, ela seria a primeira mulher executada pelo Tennessee em 200 anos. Nos Estados Unidos, 18 mulheres foram executadas desde 1976, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
(Com informações de AFP e Reuters)
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